Fácil de constatar no cotidiano de crianças e adultos, o poder do colo e do acolhimento encontra suporte no estudo “Estresse Tóxico”, realizado pelo Centro de Desenvolvimento Infantil da Universidade de Harvard (EUA). Os pesquisadores observaram que quando crianças se sentem ameaçadas em ambientes nos quais contam com o apoio de adultos, os efeitos fisiológicos do estresse são rapidamente revertidos.

De acordo com o estudo, sob ameaça física ou psicológica, o corpo humano, em qualquer fase da vida, passa por um aumento de batimentos cardíacos e da pressão sanguínea, além de uma descarga de hormônios do estresse, como o cortisol. Sem acolhimento e suporte, essa resposta ao estresse torna-se extrema e duradoura, impactando negativamente no cérebro em formação, com repercussões ao longo da vida.

“Nos primeiros momentos de vida, o bebê sequer reconhece o limite do próprio corpo e será a partir do colo, do toque, que essa sensação, essa dimensão se formará”, explica a pediatra Florência Fuks, do Hospital Israelita Albert Einstein. Ela acrescenta que quando o bebê pede colo é porque está precisando se estruturar por meio do contato com os pais e que “a cólica, por exemplo, pode ser lida como uma solicitação de aconchego em uma fase de imaturidade e de dificuldade de organização do próprio bebê de forma autônoma”.

A médica ressalta que, tanto em crianças quanto em adultos, ser acolhido em um momento de mal-estar gera uma sensação de apaziguamento. Ela conta que em UTIs neonatal tem estudos falando do toque terapêutico como estratégia para redução da dor, com indicação de que o estímulo afetivo chega mais rapidamente ao cérebro do que o estímulo doloroso, então o colo, o acolhimento bloquearia em certa medida a percepção da dor.

Sempre entendendo o colo como indicativo de relações de acolhimento, afeto e também de proteção, mais do que carregar a criança nos braços, Fuks lembra que o excesso também pode ser prejudicial, inibindo a criança na construção das suas próprias estratégias de enfrentamento. “Quando a gente percebe o bebê ‘a fim de ir’ ou quando a criança precisa de um momento próprio para se reorganizar, permitir esse espaço é importante”, defende.

“Talvez estejamos vivendo um momento de hipervalorização da criança, colocando no centro da família, o que gera danos quando isso se traduz como falta de limite, de um enquadramento que deixe claro o papel dessa criança, que não é de um sujeito super poderoso”, pondera a pediatra.

De acordo com a psicanalista Vera Iaconelli, diretora do Instituto Gerar, a falta de colo pode prejudicar o desenvolvimento como um todo da criança, gerando distúrbios psíquicos, com consequências nas demais fases da vida. “Considero o afeto e o acolhimento da família e dos amigos tão importantes quanto os tratamentos e medicamentos adotados para o processo de cura”, reforça.

Ela lembra que uma das principais referências no assunto é o pediatra e psicanalisa inglês Donald Winnicott, que estudou a importância do holding (abraçar, dar colo, sustentar) e do handling (manipular, manusear) para a constituição do psiquismo, desde o nascimento até a vida adulta. Iaconelli cita ainda pesquisas que mostraram que crianças em tratamento médico, mas privadas de afeto acabavam por desenvolver depressão e outras doenças psíquicas.

A psicanalista esclarece que a forma de ‘dar colo’ sofre mudanças ao longo da vida. “A criança de quatro anos, por exemplo, já pode se contentar com o aconchego de uma palavra, um olhar, um abraço. Para adolescentes, jovens e adultos, a escuta empática pode ser suficiente”, detalha.

Iaconelli comenta que embora o povo brasileiro cultive uma proximidade física grande, nem sempre isso se traduz em “aceitação do outro, compartilhamento, reconhecimento da dor do outro”. Ela acredita que nossa sociedade está perdendo essa sutileza, pois está vivendo muito em função da imagem, com muitas relações quase exclusivamente mediadas por redes sociais e outras tecnologias.

Fonte: Atarde

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