Escolhido para tentar uma vaga no Oscar 2020, o drama brasileiro "A Vida Invisível " é um filme forte. Apesar de ser ambientado nos anos 1950, o filme aborda uma temática mais atual do que nunca: o machismo e sua interferência violenta na vida das mulheres.

Em conversa com o Cineinsite A TARDE, durante a abertura do XV Panorama Internacional Coisa de Cinema, que ocorreu no Espaço Itaú de Cinema - Glauber Rocha, em Salvador, o diretor Karim Aïnouz disse que a obra tem provocado a reflexão do público feminino.

"Tem sido muito emocionante nas sessões que acompanhamos, principalmente com as mulheres. Eu acho que é um filme que as pessoas levam pra casa. É muito bonita essa capacidade do cinema de ecoar na vida das pessoas e fazer com que elas reflitam sobre a condição delas e de todos nós", afirmou.

A adaptação do livro de Martha Batalha conta a história do desencontro de duas irmãs, a talentosa, mas oprimida, pianista Eurídice, e a ousada Guida. Apesar das diferenças de personalidade, ambas se amam, e ao serem separadas devido a interferência de figuras masculinas, passam o tempo tentando se encontrar. No papel de Guida, está a atriz Julia Stockler. Já Eurídice, é interpretada por Carol Duarte e pela icônica Fernanda Montenegro.

Para além das mulheres, o filme também tem tocado os homens. Em seus primeiros dias de pré-estreia, o longa rendeu comentários negativos nas redes sociais vindos de homens que se sentiram ofendidos pelo modo que a figura masculina é retratada no longa.

"Quando fomos ao Festival de Lima, no Peru, teve um homem que saiu da sala chorando muito, e ele veio falar comigo perguntando se eu achava que todos os homens são assim. Eu falei que não era nada pessoal, mas a história foi feita pelos homens, e que achava justo ele estar chorando um pouco. Não cabe muito consolar, cada homem tem que refletir sobre suas próprias atitudes machistas e tóxicas", contou Carol Duarte, a Eurídice.

Karim comemora o debate dos homens e diz que está curioso para ver os comentários. "Com os homens, têm sido engraçado, não sei como é nas redes sociais, mas estou muito curioso para saber e entender essa repercussão. O filme é pra isso, ele fala da relação de cumplicidade que existe entre as mulheres para poder sobreviver a uma estrutura patriarcal, mas fala muito também sobre como os homens daquela época são iguais aos de hoje, como o machismo permanece", explica.

Fernanda em destaque

Considerada uma das atrizes mais renomadas, e reconhecida até mesmo internacionalmente por trabalhos como "Central do Brasil", Fernanda Montenegro ganha um papel de destaque na pele de Eurídice. Embora o seu tempo de tela não seja tão grande, a atriz, como sempre, não decepciona na performance, e entrega uma interpretação que finaliza a obra de maneira emocionante.

Com bem menos tempo de carreira do que Fernanda, na outra metade de Eurídice está Carol Duarte. Ela diz que não deixou de ficar nervosa ao saber que dividiria o papel com a 'grande dama da dramaturgia brasileira'.

"Foi muito especial pra mim, eu fiquei super nervosa, porque é como se eu passasse o bastão pra ela, então tinha que ser um trabalho muito bem feito. Ela ia no set me ver e eu nem sabia. Foi uma troca muito gostosa, a Fernanda Montenegro é muito generosa", contou.

Vale Oscar?

Indicado como candidato brasileiro à categoria de 'Melhor Filme Internacional' do Oscar 2020, a Vida Invisível passou na frente de 11 concorrentes, entre os quais, o aclamado "Bacurau". Sem dúvida, o filme tem seus méritos, afinal. a lista de reconhecimento não parou na Academia Brasileira. A obra foi a vencedora da mostra Um Certo Olhar, do Festival de Cannes, na França, e recentemente, uma das indicadas ao troféu de melhor filme internacional no Independent Spirit Awards 2020, nos Estados Unidos.

A campanha foi abraçada pelo elenco, sobretudo por Karim que anunciou exibições internacionais com o objetivo de conquistar os críticos. Para ele, entender a textura dos atores e em como eles se conectavam foi o segredo para estabelecer a profundidade, uma das características mais marcantes do longa.

"Era muito importante entender como era a química das duas atrizes. O filme tem um conjunto de atores com texturas muitos diferentes, uma série de atores muito experientes, de teatro inclusive. Me interessa muito essa mescla de atores que vem de percursos muito distintos, e como a gente equaliza isso como se fosse uma orquestra mesmo", apontou.

Com tanta intensidade, quem for assistir A Vida Invisível deve estar preparado para as lágrimas. O longa brinca com as emoções do público o tempo todo, e em meio a trama, sentimentos diversos como revolta e tristeza, junto a um certo toque de graça, são experimentados. A violência psicológica e sexual abordada é angustiante, e é praticamente impossível não tomar as dores das personagens para si, relembrando os próprios sonhos pessoais abandonados ou esquecidos pelo tempo.

Intérprete da personagem Filomena, a atriz Bárbara Santos resume a reação do público: "Eu realmente me impressiono como as pessoas saem mexidas. Elas saem com alguma coisa, reflexivas, conturbadas, não saem como entraram", diz. Não é possível saber ao certo se o filme conseguirá trazer para casa uma estatueta - afinal, quem não lembra das injustiças da Academia Internacional em Central do Brasil e Rio? -, mas certamente, "A Vida Invisível" é um dos melhores filmes já produzidos no Brasil. Vale o ingresso.

Fonte: Atarde


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