"Eu alisava meu cabelo porque via todo mundo daquele jeito, aí também queria. Só depois passei a ver meu cabelo de outra forma. Agora não me vejo sem meu cabelo crespo", contou Raísa Umburana, 15, enquanto acompanhava o bate-papo "Protagonistas da Beleza Negra" sobre o empoderamento crespo no projeto Avançar, no Bairro da Paz, nesta terça. Com a comemoração do Dia da Consciência Negra, que acontece hoje, a discussão pela aceitação e representatividade dos cabelos crespos fez parte das ações da semana da consciência negra.

Raísa contou sobre a variedade de penteados que o cabelo crespo oferece. "Eu posso deixar ele solto, fazer baby hair ou trançar, são várias opções". Ela conta com a ajuda da irmã, Raíla Umburana, de 13 anos, que também mantém o cabelo crespo. "Eu me descobri quando percebi que meu cabelo crespo é mais bonito que o cabelo liso", contou Raíla.

Convidadas para o bate-papo, Carol Gonçalves e Iasmine Fernandes, influenciadoras digitais, falaram sobre o processo de transição capilar e de aceitação dos fios crespos. Para Carol, criadora do blog Mulher Melhore, deixar de lado a química nos fios, teve ligação direta com sua identidade. "O processo foi uma ação transformadora que também inspirou outras pessoas através do blog. Antes do processo, eu não conhecia meu cabelo, só depois eu vi que meu cabelo era crespo e isso foi importante para me reafirmar enquanto mulher negra".

Para Iasmine Fernandes, da página Vamos Cachear o Mundo, a transição aconteceu pela necessidade de interromper a química nos cabelos. "Eu só queria parar a química. Uma vez fui escovar e dar prancha e meu cabelo alisou, aí eu percebi que os cachos não voltariam e tive que cortar o cabelo. Foi um processo provocado". Após o episódio, Iasmine decidiu não dar mais química nos fios.

Marcha do Empoderamento - Ao longo dos anos, o debate por assumir o cabelo crespo tem crescido, inclusive com a criação da Marcha do Empoderamento Crespo, que acontecerá em 30 de novembro, no Campo Grande, o ato busca reforçar a luta contra o racismo no estado. Para o professor de Direito da Universidade Federal da Bahia (UFBA), Samuel Vida, no Brasil existe uma tradição racista expressada no processo de depreciar os cabelos crespos. "Quando uma pessoa negra possui um cabelo menos crespo, é chamada de Cabo Verde. O cabelo é um marcador fundamental para entendermos o racismo". 

O professor, que também é militante do Movimento Negro ressaltou a necessidade de desconstruir o alisamento como algo obrigatório. "É importante desconstruir essa inferiorização, possibilitando o resgate da auto estima. É preciso recuperar o reconhecimento que o cabelo crespo, natural do negro, é um cabelo bonito".

A coordenadora de projetos comunitários da Santa Casa da Bahia, Martha Verônica contou que a ideia da ação surgiu de uma demanda das próprias crianças. "Nós percebemos que as crianças tinham uma dificuldade de aceitação. Você encontrar uma criança que diz estar com o cabelo amarrado porque o cabelo é feio, então alguém disse isso. São temas que eles trazem e a partir disso, nós percebemos a necessidade de trabalhar isso de mais forte", destacou.

Fonte: Atarde


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